O Papa juntou no discurso de Natal dois conceitos que me parecem antagónicos. Por um lado apelou a uma maior liberdade religiosa (numa alusão à necessidade de tolerância religiosa por parte dos países Islâmicos) mas por outro lado recusou a União de Facto como forma de união entre duas pessoas.
Ora, a meu ver, a diferença entre o casamento e a união de facto, como o Vaticano a vê, é do domínio da crença religiosa. À parte as questões burocráticas que deviam ser ultrapassadas, a diferença substancial é que aceitação a união de facto abre o caminho para os casais do mesmo sexo. E a rejeição de uma união desse teor é, em minha opinião apenas baseada no preconceito religioso, que devia estar abrangido pela tal tolerância religiosa.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
terça-feira, dezembro 26, 2006
Sadam Hussein Vai Ser Executado nos Próximos 30 Dias
A pena de morte é desumana. Fica o apelo à comutação da pena. É nos casos extremos que se afirmam as convicções. O governo Português devia apelar à clemência.
Santa Clause, Go Straight to the Ghetto
James Brown Morreu no Dia de Natal.
Fica a música (e a vida) dele.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Pitch up your reindeer. Uh!
Go straight to the ghetto.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
And every stockings you buy,
The kids are gonna love you. So, Uh!
Leave a toy for Johnny.
Leave a dog for Mary.
Leave something pretty for Donnie.
And don't forget about Gary.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Tell him James Brown sent you. Ha!
Go straight to the ghetto.
You know that I know that you will see
Cause' that was once. Me.
Hit it! Hit it!
You see mothers and soul brothers.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Santa Clause, oh lord, go straight to the ghetto.
And every stockings you buy,
The kids are gonna love you.
So, pick up a stocking you find.
You'll know they need you.
So, I'm begging you Santa Clause,
Go straight to the ghetto.
If anyone wanna know,
Tell him James Brown told you.
So, Santa Clause, go straight to the ghetto.
Never thought I realized, I'll be singing a song
With one of you. My!
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Don't leave nothing for me.
I have you. Can't you see?
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Santa Clause, the soul brothers need you.
So, Santa Clause, tell him James Brown sent you...
Fica a música (e a vida) dele.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Pitch up your reindeer. Uh!
Go straight to the ghetto.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
And every stockings you buy,
The kids are gonna love you. So, Uh!
Leave a toy for Johnny.
Leave a dog for Mary.
Leave something pretty for Donnie.
And don't forget about Gary.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Tell him James Brown sent you. Ha!
Go straight to the ghetto.
You know that I know that you will see
Cause' that was once. Me.
Hit it! Hit it!
You see mothers and soul brothers.
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Santa Clause, oh lord, go straight to the ghetto.
And every stockings you buy,
The kids are gonna love you.
So, pick up a stocking you find.
You'll know they need you.
So, I'm begging you Santa Clause,
Go straight to the ghetto.
If anyone wanna know,
Tell him James Brown told you.
So, Santa Clause, go straight to the ghetto.
Never thought I realized, I'll be singing a song
With one of you. My!
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Don't leave nothing for me.
I have you. Can't you see?
Santa Clause, go straight to the ghetto.
Santa Clause, the soul brothers need you.
So, Santa Clause, tell him James Brown sent you...
domingo, dezembro 24, 2006
Já não Há Pachorra!!
Encontrado no Jornal de Notícias via Blasfémias (bolds da minha responsabilidade)
Não haverá tolerância de ponto para os funcionários da Câmara do Porto, na próxima terça-feira, dia 26. Uma decisão comunicada aos trabalhadores pelo vereador dos Recursos Humanos, Sampaio Pimentel,que considera ser, no mínimo, "um gesto discutível" decretar tolerância para parte dos portugueses quando o país está em crise. [...]
Também o PCP da cidade reagiu. "É um perigoso precedente que põe em causa os direitos dos trabalhadores. Esta deliberação é fundamentada com argumentos demagógicos e populistas e assenta no crescente modo autocrático e anti-social de exercer o poder", acusa. Diz que se pretende transformar os trabalhadores no "bode expiatório" dos problemas da cidade, enquanto Rio "procura afirmar-se como salvador da Nação". A decisão, acusa, prejudica também os munícipes.
Não haverá tolerância de ponto para os funcionários da Câmara do Porto, na próxima terça-feira, dia 26. Uma decisão comunicada aos trabalhadores pelo vereador dos Recursos Humanos, Sampaio Pimentel,que considera ser, no mínimo, "um gesto discutível" decretar tolerância para parte dos portugueses quando o país está em crise. [...]
Também o PCP da cidade reagiu. "É um perigoso precedente que põe em causa os direitos dos trabalhadores. Esta deliberação é fundamentada com argumentos demagógicos e populistas e assenta no crescente modo autocrático e anti-social de exercer o poder", acusa. Diz que se pretende transformar os trabalhadores no "bode expiatório" dos problemas da cidade, enquanto Rio "procura afirmar-se como salvador da Nação". A decisão, acusa, prejudica também os munícipes.
sábado, dezembro 23, 2006
Para Quê?
in Público
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou hoje que, até 2009, a cidade terá um total de 85 equipamentos desportivos a funcionar, o que representará a maior cobertura da Europa por habitante. Neste momento, a cidade tem 60 infra-estruturas desportivas, às quais se juntarão nos próximos três anos mais 25.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou hoje que, até 2009, a cidade terá um total de 85 equipamentos desportivos a funcionar, o que representará a maior cobertura da Europa por habitante. Neste momento, a cidade tem 60 infra-estruturas desportivas, às quais se juntarão nos próximos três anos mais 25.
Câmara de Lisboa Anuncia Sindicância aos Serviços de Urbanismo
Aguardo com expectativa os resultados.
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Câmara Municipal de Lisboa,
Urbanismo
terça-feira, dezembro 19, 2006
Digam Eles o que Disserem...
Sob qualquer parâmetro de análise: duração, intensidade das escaramuças, vítimas, etc; o que se passa hoje no Iraque, na Palestina e no PP trata-se de guerra civíl.
sábado, dezembro 16, 2006
Engenharia Portuguesa Dá Cartas
Os dois últimos exemplos: ontem soube-se que o Professor Câmara (Professor na FCT/UNL e fundador da YDreams) recebeu o Prémio Pessoa e hoje soube-se que um mini-submarino autónomo desenvolvido pela Faculdade de Engenharia do Porto pode entrar no circuito comercial.
É verdade, a engenharia portuguesa continua a dar cartas e esta nova geração de universitários que esqueceram o umbigo e olharam para a indústra começa a fazer a diferença.
É verdade, a engenharia portuguesa continua a dar cartas e esta nova geração de universitários que esqueceram o umbigo e olharam para a indústra começa a fazer a diferença.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Fechem os Jerónimos, Fechem a Torre de Belém e o Convento de Cristo...
Mas deixem-nos o Galeto. Não havia condições de Higiene na cozinha? E daí? Também nunca fui à cozinha. Aliás, raramente passei da esplanada...
Maria José Morgado Vai Coordenar a Investigação do Processo "Apito Dourado"
Pode ser que por fim se perceba esse famoso triângulo que, alegadamente, tanto tem prejudicado o nosso ordenamento territorial: Clubes de Futebol, Autarquias e Promotores Imobiliários.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Férias na Neve... Enquanto Há.
in Público
O sobre-aquecimento do planeta está a causar alterações no Árctico, região que, segundo uma equipa de cientistas norte-americanos, poderá ficar sem gelo durante o Verão a partir de 2040.
“Os efeitos do sobre-aquecimento estão a começar a mostrar a sua cara feia”, comentou Mark Serreze, cientista do National Snow and Ice Data Center da Universidade do Colorado, em Boulder.[...]
Os resultados da investigação [...] indicam que todos os meses de Setembro, a extensão de gelo pode reduzir-se tão drasticamente que, dentro de 20 anos, estará a desaparecer quatro vezes mais rapidamente do que em qualquer altura desde que existem registos.
“O gelo estará bastante estável até 2025 mas depois, começam os problemas”, disse Holland, no encontro de Outono da American Geophysical Union, em São Francisco.[...]
Apesar de estar longe do ponto de vista geográfico, o degelo no Árctico pode alterar os ecossistemas do planeta, a vida no mar e na terra, o clima, padrões de navegação e ainda as necessidades nacionais de defesa.
“Neste jogo vão haver vencedores e vencidos, mas penso que o balanço é negativo”, comentou Serreze.
Para a Rússia, “as rotas de navegação vão abrir-se, o que trará benefícios económicos”. “Para o Canadá, isto poderá representar um crescimento económico”.
O degelo poderá criar uma série de problemas, quer para a vida selvagem – como os ursos polares -, quer para os países. Todos terão de se adaptar e responder a novas fronteiras.[...]
Os cientistas acreditam que reduzir as emissões de gases com efeito de estufa poderia ajudar a abrandar o ritmo do degelo no Árctico.
O sobre-aquecimento do planeta está a causar alterações no Árctico, região que, segundo uma equipa de cientistas norte-americanos, poderá ficar sem gelo durante o Verão a partir de 2040.
“Os efeitos do sobre-aquecimento estão a começar a mostrar a sua cara feia”, comentou Mark Serreze, cientista do National Snow and Ice Data Center da Universidade do Colorado, em Boulder.[...]
Os resultados da investigação [...] indicam que todos os meses de Setembro, a extensão de gelo pode reduzir-se tão drasticamente que, dentro de 20 anos, estará a desaparecer quatro vezes mais rapidamente do que em qualquer altura desde que existem registos.
“O gelo estará bastante estável até 2025 mas depois, começam os problemas”, disse Holland, no encontro de Outono da American Geophysical Union, em São Francisco.[...]
Apesar de estar longe do ponto de vista geográfico, o degelo no Árctico pode alterar os ecossistemas do planeta, a vida no mar e na terra, o clima, padrões de navegação e ainda as necessidades nacionais de defesa.
“Neste jogo vão haver vencedores e vencidos, mas penso que o balanço é negativo”, comentou Serreze.
Para a Rússia, “as rotas de navegação vão abrir-se, o que trará benefícios económicos”. “Para o Canadá, isto poderá representar um crescimento económico”.
O degelo poderá criar uma série de problemas, quer para a vida selvagem – como os ursos polares -, quer para os países. Todos terão de se adaptar e responder a novas fronteiras.[...]
Os cientistas acreditam que reduzir as emissões de gases com efeito de estufa poderia ajudar a abrandar o ritmo do degelo no Árctico.
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Aquecimento Global,
Ecologia
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Hoje Dançam mais Leves
O texto mais perturbador que me foi dado ler até hoje foi o relato de uma rapariga de 3 anos torturada em frente à mãe para obtenção de informações.
Eu sei que podia ter sido em muitos lados, sei que ainda ocorre hoje, mas este caso ocorreu no Chile de Pinochet. E, não querendo minimizar os milhares de outros torturados e mortos, só este caso deveria ter sido suficiente para que Pinochet não morresse impune.
No entanto, apesar da morte em impunidade do ditador, sei que muitas mães dançarão mais leves esta noite.
Sting - They Dance Alone
Why are there women here dancing on their own?
Why is there this sadness in their eyes?
Why are the soldiers here
Their faces fixed like stone?
I can't see what it is that they dispise
They're dancing with the missing
They're dancing with the dead
They dance with the invisible ones
Their anguish is unsaid
They're dancing with their fathers
They're dancing with their sons
They're dancing with their husbands
They dance alone They dance alone
It's the only form of protest they're allowed
I've seen their silent faces scream so loud
If they were to speak these words they'd go missing too
Another woman on a torture table what else can they do
They're dancing with the missing
They're dancing with the dead
They dance with the invisible ones
Their anguish is unsaid
They're dancing with their fathers
They're dancing with their sons
They're dancing with their husbands
They dance alone They dance alone
One day we'll dance on their graves
One day we'll sing our freedom
One day we'll laugh in our joy
And we'll dance
One day we'll dance on their graves
One day we'll sing our freedom
One day we'll laugh in our joy
And we'll dance
Ellas danzan con los desaparecidos
Ellas danzan con los muertos
Ellas danzan con amores invisibles
Ellas danzan con silenciosa angustia
Danzan con sus pardres
Danzan con sus hijos
Danzan con sus esposos
Ellas danzan solas
Danzan solas
Hey Mr. Pinochet
You've sown a bitter crop
It's foreign money that supports you
One day the money's going to stop
No wages for your torturers
No budget for your guns
Can you think of your own mother
Dancin' with her invisible son
They're dancing with the missing
They're dancing with the dead
They dance with the invisible ones
They're anguish is unsaid
They're dancing with their fathers
They're dancing with their sons
They're dancing with their husbands
They dance alone
They dance alone
Eu sei que podia ter sido em muitos lados, sei que ainda ocorre hoje, mas este caso ocorreu no Chile de Pinochet. E, não querendo minimizar os milhares de outros torturados e mortos, só este caso deveria ter sido suficiente para que Pinochet não morresse impune.
No entanto, apesar da morte em impunidade do ditador, sei que muitas mães dançarão mais leves esta noite.
Sting - They Dance Alone
Why are there women here dancing on their own?
Why is there this sadness in their eyes?
Why are the soldiers here
Their faces fixed like stone?
I can't see what it is that they dispise
They're dancing with the missing
They're dancing with the dead
They dance with the invisible ones
Their anguish is unsaid
They're dancing with their fathers
They're dancing with their sons
They're dancing with their husbands
They dance alone They dance alone
It's the only form of protest they're allowed
I've seen their silent faces scream so loud
If they were to speak these words they'd go missing too
Another woman on a torture table what else can they do
They're dancing with the missing
They're dancing with the dead
They dance with the invisible ones
Their anguish is unsaid
They're dancing with their fathers
They're dancing with their sons
They're dancing with their husbands
They dance alone They dance alone
One day we'll dance on their graves
One day we'll sing our freedom
One day we'll laugh in our joy
And we'll dance
One day we'll dance on their graves
One day we'll sing our freedom
One day we'll laugh in our joy
And we'll dance
Ellas danzan con los desaparecidos
Ellas danzan con los muertos
Ellas danzan con amores invisibles
Ellas danzan con silenciosa angustia
Danzan con sus pardres
Danzan con sus hijos
Danzan con sus esposos
Ellas danzan solas
Danzan solas
Hey Mr. Pinochet
You've sown a bitter crop
It's foreign money that supports you
One day the money's going to stop
No wages for your torturers
No budget for your guns
Can you think of your own mother
Dancin' with her invisible son
They're dancing with the missing
They're dancing with the dead
They dance with the invisible ones
They're anguish is unsaid
They're dancing with their fathers
They're dancing with their sons
They're dancing with their husbands
They dance alone
They dance alone
Sou um dos Idiotas que Compram DVDs
Pois é, todos os outros sacam o que querem da net, ou então pedem emprestado/alugam e fazem cópias. No entanto, eu e a minha maria gostamos de ter os DVDs.
Apesar disso, adicionalmente ao já irritante aviso de copyright que não se pode saltar, agora temos um anúncio/aviso/ameaça acerca de downloads ilegais que também não se pode saltar. Eu comprei o DVD! Não me ameacem para não o obter ilegalmente da net! Já o comprei! Não preciso de o sacar da net porque já o tenho!
Mereciam que para a proxima eu sacasse o filme da net sem avisos irritantes!!
PS: By the way, comprei a primeira temporada do House M.D.
Apesar disso, adicionalmente ao já irritante aviso de copyright que não se pode saltar, agora temos um anúncio/aviso/ameaça acerca de downloads ilegais que também não se pode saltar. Eu comprei o DVD! Não me ameacem para não o obter ilegalmente da net! Já o comprei! Não preciso de o sacar da net porque já o tenho!
Mereciam que para a proxima eu sacasse o filme da net sem avisos irritantes!!
PS: By the way, comprei a primeira temporada do House M.D.
sábado, dezembro 09, 2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Portugal entre os Países Menos Corruptos
A Transparancy International colocou Portugal na sua lista de (24) países menos corruptos.
A NASA Voltou a Adiar o Envio de um Vaivem
Têem tanto medo de lançar vaivens que qualquer desculpa serve para adiar. Se há área em que está tudo na mesma é a da exploração espacial. Pode ser que com a entrada dos privados na corrida alguma coisa mude.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
O Cavalo de Troia
A integração da Turquia na União Europeia está na ordem do dia. Os Europeus, que a não querem, argumentam com a não abertura dos portos e aeroportos Turcos aos cipriotas Gregos. Mais uma vez Gregos e Troianos encontram-se frente a frente, e Tróia, cercada, experimenta concessões. Hoje soube-se que estão dispostos a abrir um porto e um aeroporto ao tráfego Cipriota Grego.
Os americanos e, mais recentemente, o Vaticano defendem a integração - pelo menos frente aos Turcos. A eles juntam-se alguns sectores de entre os Europeus e os Turcos pró-ocidentais. Mas tanto de um lado como do outro todos prevêem um novo Cavalo de Tróia. O resultado é que é mais duvidoso: teremos a ocidentalização da Turquia ou a Islamização do Ocidente?
Os americanos e, mais recentemente, o Vaticano defendem a integração - pelo menos frente aos Turcos. A eles juntam-se alguns sectores de entre os Europeus e os Turcos pró-ocidentais. Mas tanto de um lado como do outro todos prevêem um novo Cavalo de Tróia. O resultado é que é mais duvidoso: teremos a ocidentalização da Turquia ou a Islamização do Ocidente?
segunda-feira, outubro 30, 2006
O Multiculturalismo é um Pau de Dois Bicos
Sob a capa da tolerância temos (na Europa e muito em particular na França) permitido a criação de sociedades guetizadas, em que diferentes comunidades se cruzam mas não se misturam. Sob o pretexto da liberdade de expressão e identidade cultural temos permitido que comunidades se fechem sobre elas próprias (véu, mutilação genital feminina, etc) à medida que as vamos menorizando. As diferenças é que são identitárias. Quanto mais formos menorizando essas comunidades mais elas se protegerão nessas salvaguardas de orgulho identitário.
E o medo do diferente faz o resto.
Assistindo ao que se tem vindo a repetir em França lembro-me d'"O Estrangeiro" do Camus, que li há muitos anos. Na ausência do original fica aqui o "Killing an Arab" dos The Cure, música inspirada nesse livro.
Standing on the beach
With a gun in my hand
Staring at the sky
Staring at the sand
Staring down the barrel
At the arab on the ground
See his open mouth
But I hear no sound
I'm alive
I'm dead
I'm a stranger
Killing an arab
I can turn
And walk away
Or I can fire the gun
Staring at the sky
Staring at the sun
Whichever I choose
It amounts to the same
Absolutely nothing
I'm alive
I'm dead
I'm a stranger
Killing an arab
I feel the silver jump
Smooth in my hand
Staring at the sea
Staring at the sand
Staring at myself
Reflected in the eyes
Of the dead man on the beach
The dead man on the beach
I'm alive
I'm dead
I'm the stranger
Killing an arab
E o medo do diferente faz o resto.
Assistindo ao que se tem vindo a repetir em França lembro-me d'"O Estrangeiro" do Camus, que li há muitos anos. Na ausência do original fica aqui o "Killing an Arab" dos The Cure, música inspirada nesse livro.
Standing on the beach
With a gun in my hand
Staring at the sky
Staring at the sand
Staring down the barrel
At the arab on the ground
See his open mouth
But I hear no sound
I'm alive
I'm dead
I'm a stranger
Killing an arab
I can turn
And walk away
Or I can fire the gun
Staring at the sky
Staring at the sun
Whichever I choose
It amounts to the same
Absolutely nothing
I'm alive
I'm dead
I'm a stranger
Killing an arab
I feel the silver jump
Smooth in my hand
Staring at the sea
Staring at the sand
Staring at myself
Reflected in the eyes
Of the dead man on the beach
The dead man on the beach
I'm alive
I'm dead
I'm the stranger
Killing an arab
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Direitos Humanos,
Multiculturalismo
sexta-feira, outubro 27, 2006
Mudança de Paradigma
As TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) estão a mudar, e com elas está a mudar a forma como vemos o mundo.
Com o advento dos computadores nos anos 60 as pessoas deslocavam-se ao computador. A geração seguinte tinha terminais "estúpidos". As pessoas não tinham de se deslocar ao computador, mas todo o processamento estava centralizado. Este modelo ainda hoje se aplica (com as devidas diferenças) nos Mainfraims. Foram os tempos áureos da IBM.
Deste modelo passámos à proliferação de PCs. Computadores pessoais por todo o lado, o processamento totalmente distribuído e custos de manutenção astronómicos. Foram (são) os tempos áureos da Microsoft.
A Sun com o Java, apoiada pela IBM tentaram voltar a mudar o paradigma. Em vez de um computador central passávamos a ter uma rede de computadores (a Internet) onde residiam as nossas aplicações e os nossos dados. Era uma espécie de regresso às origens mas com o processamento distribuído entre servidores e clientes (a nossa máquina). Esta tentativa pareceu falhar pois a Microsoft conseguiu "chutar" o Java para nichos. Apesar disso o pushing das tecnologias baseadas em Java e Linux continuou.
O Google (e não só) veio baralhar outra vez as coisas. As ofertas (gratuitas - passe a redundância) de webmail com espaço quase infindável para mensagens, de espaço par publicação de sites, de blogs, de agendas e mais recentemente de ferramentas de edição de texto e folha de cálculo, passando por inúmeras outras aplicações; tudo isto online, sem custos de manutenção, tem feito muita gente mudar para o Google. E estou a falar só do Google, existem no entanto muitas outras empresas a oferecer produtos concorrentes e/ou complementares destes. É o Google a "saltar em cima" da Microsoft.
Por exemplo, a aplicação "Docs&Spreadsheets" da Google permite usufruir de produtos concorrentes do Word e do Excel, online, que integram com os seus equivalentes da Microsoft, mas que permitem também colaboração. Neste momento estou a usar o blogger do Google para fazer este post, que de seguida submeterei ao spell-checker da barra do Google, quando publicado no meu blog estará acompanhado de publicidade da Google (adsense) e eu seguirei o seu pouco sucesso enquanto conteúdo via Google Analytics. Além destas ferramentas, no dia a dia uso ainda o webmail, o leitor de RSS e o Picasa (para as minhas fotos) todos da Google.
Claro que a Microsoft não está distraída. Está a lançar a versão live dos seus principais produtos. Nos EUA já é possível utilizar o Word e o Excel (entre outros) online. Mesmo por cá, o Messenger já está migrado para a versão Life.
Mas a grande questão, a grande mudança de paradigma, não está aqui. Aquilo para o qual queria chamar a atenção é para o facto de o império Google ser todo baseado na venda de publicidade. Os conteúdos não importam. O que importa é a sua capacidade de atrair visitantes e clicks (é verdade, por cada click que é feito na publicidade presente no meu site eu ganho algum dinheiro, e como eu mais alguns milhões de produtores de conteúdos). É para isso que a Google oferece ferramentas. É por isso que a Google comprou a Youtube. Pelas visitas e pelo facto de todos os dias milhares (milhões?) de pessoas lá colocarem voluntariamente conteúdos.
A procura de conteúdos para vender publicidade não é novidade. É este o negócio de todas as TVs em canal aberto. É este o negócio dos jornais (e não falo só dos de distribuição gratuita, nos outros o custo do jornal mal paga o papel). Foi essa a razão pela qual Ted Turner comprou uma equipa de basebol, comprou grande parte dos filmes clássicos de Holywood (pintou alguns deles) e fundou a CNN. A procura de conteúdos baratos que atraiam público.
E os conteúdos quando são pagos têm de justificar em share de audiência. Por isso as séries são escritas por forma a conseguir "sobreviver" aos intervalos publicitários sem serem vítimas do zapping. Todo o ritmo da narrativa dos argumentos televisivos é desenhado em função dos intervalos. São mecanismos eficazes de captar a atenção para publicidade sem que isso os prejudique em termos de audiência. A honrosa excepção é a HBO. Não vive da publicidade mas sim das subscrições.
Mas a realidade insiste em mudar, e muitos dos conteúdos deixaram de ser consumidos na TV, não vendendo desse modo publicidade, e deixaram de ser comprados, passando a ser "descarregados" da Internet ilegalmente. E por mais campanhas que se façam, esta é a realidade.
Por isso a responsável máxima da Disney disse que a pirataria tinha de ser encarada como um modelo de negócio. Claro! Desde sempre o que se procurou foram audiências. O que é que o acesso fácil aos filmes da Disney, via Internet faz? Aumenta as audiências globais desses conteúdos. Como lucrar com isso? Fácil. Da mesma forma que já o fazem: através do product placement, em merchandising, no Happy Meal da MacDonalds e de muitas outras formas. Não nos iludamos. Andamos a pagar os conteúdos que descarregamos ilegalmente da Internet. Paga-mo-los no centro comercial quando compramos os produtos que eles promoveram.
Com o advento dos computadores nos anos 60 as pessoas deslocavam-se ao computador. A geração seguinte tinha terminais "estúpidos". As pessoas não tinham de se deslocar ao computador, mas todo o processamento estava centralizado. Este modelo ainda hoje se aplica (com as devidas diferenças) nos Mainfraims. Foram os tempos áureos da IBM.
Deste modelo passámos à proliferação de PCs. Computadores pessoais por todo o lado, o processamento totalmente distribuído e custos de manutenção astronómicos. Foram (são) os tempos áureos da Microsoft.
A Sun com o Java, apoiada pela IBM tentaram voltar a mudar o paradigma. Em vez de um computador central passávamos a ter uma rede de computadores (a Internet) onde residiam as nossas aplicações e os nossos dados. Era uma espécie de regresso às origens mas com o processamento distribuído entre servidores e clientes (a nossa máquina). Esta tentativa pareceu falhar pois a Microsoft conseguiu "chutar" o Java para nichos. Apesar disso o pushing das tecnologias baseadas em Java e Linux continuou.
O Google (e não só) veio baralhar outra vez as coisas. As ofertas (gratuitas - passe a redundância) de webmail com espaço quase infindável para mensagens, de espaço par publicação de sites, de blogs, de agendas e mais recentemente de ferramentas de edição de texto e folha de cálculo, passando por inúmeras outras aplicações; tudo isto online, sem custos de manutenção, tem feito muita gente mudar para o Google. E estou a falar só do Google, existem no entanto muitas outras empresas a oferecer produtos concorrentes e/ou complementares destes. É o Google a "saltar em cima" da Microsoft.
Por exemplo, a aplicação "Docs&Spreadsheets" da Google permite usufruir de produtos concorrentes do Word e do Excel, online, que integram com os seus equivalentes da Microsoft, mas que permitem também colaboração. Neste momento estou a usar o blogger do Google para fazer este post, que de seguida submeterei ao spell-checker da barra do Google, quando publicado no meu blog estará acompanhado de publicidade da Google (adsense) e eu seguirei o seu pouco sucesso enquanto conteúdo via Google Analytics. Além destas ferramentas, no dia a dia uso ainda o webmail, o leitor de RSS e o Picasa (para as minhas fotos) todos da Google.
Claro que a Microsoft não está distraída. Está a lançar a versão live dos seus principais produtos. Nos EUA já é possível utilizar o Word e o Excel (entre outros) online. Mesmo por cá, o Messenger já está migrado para a versão Life.
Mas a grande questão, a grande mudança de paradigma, não está aqui. Aquilo para o qual queria chamar a atenção é para o facto de o império Google ser todo baseado na venda de publicidade. Os conteúdos não importam. O que importa é a sua capacidade de atrair visitantes e clicks (é verdade, por cada click que é feito na publicidade presente no meu site eu ganho algum dinheiro, e como eu mais alguns milhões de produtores de conteúdos). É para isso que a Google oferece ferramentas. É por isso que a Google comprou a Youtube. Pelas visitas e pelo facto de todos os dias milhares (milhões?) de pessoas lá colocarem voluntariamente conteúdos.
A procura de conteúdos para vender publicidade não é novidade. É este o negócio de todas as TVs em canal aberto. É este o negócio dos jornais (e não falo só dos de distribuição gratuita, nos outros o custo do jornal mal paga o papel). Foi essa a razão pela qual Ted Turner comprou uma equipa de basebol, comprou grande parte dos filmes clássicos de Holywood (pintou alguns deles) e fundou a CNN. A procura de conteúdos baratos que atraiam público.
E os conteúdos quando são pagos têm de justificar em share de audiência. Por isso as séries são escritas por forma a conseguir "sobreviver" aos intervalos publicitários sem serem vítimas do zapping. Todo o ritmo da narrativa dos argumentos televisivos é desenhado em função dos intervalos. São mecanismos eficazes de captar a atenção para publicidade sem que isso os prejudique em termos de audiência. A honrosa excepção é a HBO. Não vive da publicidade mas sim das subscrições.
Mas a realidade insiste em mudar, e muitos dos conteúdos deixaram de ser consumidos na TV, não vendendo desse modo publicidade, e deixaram de ser comprados, passando a ser "descarregados" da Internet ilegalmente. E por mais campanhas que se façam, esta é a realidade.
Por isso a responsável máxima da Disney disse que a pirataria tinha de ser encarada como um modelo de negócio. Claro! Desde sempre o que se procurou foram audiências. O que é que o acesso fácil aos filmes da Disney, via Internet faz? Aumenta as audiências globais desses conteúdos. Como lucrar com isso? Fácil. Da mesma forma que já o fazem: através do product placement, em merchandising, no Happy Meal da MacDonalds e de muitas outras formas. Não nos iludamos. Andamos a pagar os conteúdos que descarregamos ilegalmente da Internet. Paga-mo-los no centro comercial quando compramos os produtos que eles promoveram.
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