segunda-feira, outubro 30, 2006

O Multiculturalismo é um Pau de Dois Bicos

Sob a capa da tolerância temos (na Europa e muito em particular na França) permitido a criação de sociedades guetizadas, em que diferentes comunidades se cruzam mas não se misturam. Sob o pretexto da liberdade de expressão e identidade cultural temos permitido que comunidades se fechem sobre elas próprias (véu, mutilação genital feminina, etc) à medida que as vamos menorizando. As diferenças é que são identitárias. Quanto mais formos menorizando essas comunidades mais elas se protegerão nessas salvaguardas de orgulho identitário.

E o medo do diferente faz o resto.

Assistindo ao que se tem vindo a repetir em França lembro-me d'"O Estrangeiro" do Camus, que li há muitos anos. Na ausência do original fica aqui o "Killing an Arab" dos The Cure, música inspirada nesse livro.

Standing on the beach
With a gun in my hand
Staring at the sky
Staring at the sand
Staring down the barrel
At the arab on the ground
See his open mouth
But I hear no sound

I'm alive
I'm dead
I'm a stranger
Killing an arab

I can turn
And walk away
Or I can fire the gun
Staring at the sky
Staring at the sun
Whichever I choose
It amounts to the same
Absolutely nothing

I'm alive
I'm dead
I'm a stranger
Killing an arab

I feel the silver jump
Smooth in my hand
Staring at the sea
Staring at the sand
Staring at myself
Reflected in the eyes
Of the dead man on the beach
The dead man on the beach

I'm alive
I'm dead
I'm the stranger
Killing an arab

sexta-feira, outubro 27, 2006

Mudança de Paradigma

As TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) estão a mudar, e com elas está a mudar a forma como vemos o mundo.
Com o advento dos computadores nos anos 60 as pessoas deslocavam-se ao computador. A geração seguinte tinha terminais "estúpidos". As pessoas não tinham de se deslocar ao computador, mas todo o processamento estava centralizado. Este modelo ainda hoje se aplica (com as devidas diferenças) nos Mainfraims. Foram os tempos áureos da IBM.

Deste modelo passámos à proliferação de PCs. Computadores pessoais por todo o lado, o processamento totalmente distribuído e custos de manutenção astronómicos. Foram (são) os tempos áureos da Microsoft.

A Sun com o Java, apoiada pela IBM tentaram voltar a mudar o paradigma. Em vez de um computador central passávamos a ter uma rede de computadores (a Internet) onde residiam as nossas aplicações e os nossos dados. Era uma espécie de regresso às origens mas com o processamento distribuído entre servidores e clientes (a nossa máquina). Esta tentativa pareceu falhar pois a Microsoft conseguiu "chutar" o Java para nichos. Apesar disso o pushing das tecnologias baseadas em Java e Linux continuou.

O Google (e não só) veio baralhar outra vez as coisas. As ofertas (gratuitas - passe a redundância) de webmail com espaço quase infindável para mensagens, de espaço par publicação de sites, de blogs, de agendas e mais recentemente de ferramentas de edição de texto e folha de cálculo, passando por inúmeras outras aplicações; tudo isto online, sem custos de manutenção, tem feito muita gente mudar para o Google. E estou a falar só do Google, existem no entanto muitas outras empresas a oferecer produtos concorrentes e/ou complementares destes. É o Google a "saltar em cima" da Microsoft.
Por exemplo, a aplicação "Docs&Spreadsheets" da Google permite usufruir de produtos concorrentes do Word e do Excel, online, que integram com os seus equivalentes da Microsoft, mas que permitem também colaboração. Neste momento estou a usar o blogger do Google para fazer este post, que de seguida submeterei ao spell-checker da barra do Google, quando publicado no meu blog estará acompanhado de publicidade da Google (adsense) e eu seguirei o seu pouco sucesso enquanto conteúdo via Google Analytics. Além destas ferramentas, no dia a dia uso ainda o webmail, o leitor de RSS e o Picasa (para as minhas fotos) todos da Google.
Claro que a Microsoft não está distraída. Está a lançar a versão live dos seus principais produtos. Nos EUA já é possível utilizar o Word e o Excel (entre outros) online. Mesmo por cá, o Messenger já está migrado para a versão Life.

Mas a grande questão, a grande mudança de paradigma, não está aqui. Aquilo para o qual queria chamar a atenção é para o facto de o império Google ser todo baseado na venda de publicidade. Os conteúdos não importam. O que importa é a sua capacidade de atrair visitantes e clicks (é verdade, por cada click que é feito na publicidade presente no meu site eu ganho algum dinheiro, e como eu mais alguns milhões de produtores de conteúdos). É para isso que a Google oferece ferramentas. É por isso que a Google comprou a Youtube. Pelas visitas e pelo facto de todos os dias milhares (milhões?) de pessoas lá colocarem voluntariamente conteúdos.

A procura de conteúdos para vender publicidade não é novidade. É este o negócio de todas as TVs em canal aberto. É este o negócio dos jornais (e não falo só dos de distribuição gratuita, nos outros o custo do jornal mal paga o papel). Foi essa a razão pela qual Ted Turner comprou uma equipa de basebol, comprou grande parte dos filmes clássicos de Holywood (pintou alguns deles) e fundou a CNN. A procura de conteúdos baratos que atraiam público.
E os conteúdos quando são pagos têm de justificar em share de audiência. Por isso as séries são escritas por forma a conseguir "sobreviver" aos intervalos publicitários sem serem vítimas do zapping. Todo o ritmo da narrativa dos argumentos televisivos é desenhado em função dos intervalos. São mecanismos eficazes de captar a atenção para publicidade sem que isso os prejudique em termos de audiência. A honrosa excepção é a HBO. Não vive da publicidade mas sim das subscrições.

Mas a realidade insiste em mudar, e muitos dos conteúdos deixaram de ser consumidos na TV, não vendendo desse modo publicidade, e deixaram de ser comprados, passando a ser "descarregados" da Internet ilegalmente. E por mais campanhas que se façam, esta é a realidade.
Por isso a responsável máxima da Disney disse que a pirataria tinha de ser encarada como um modelo de negócio. Claro! Desde sempre o que se procurou foram audiências. O que é que o acesso fácil aos filmes da Disney, via Internet faz? Aumenta as audiências globais desses conteúdos. Como lucrar com isso? Fácil. Da mesma forma que já o fazem: através do product placement, em merchandising, no Happy Meal da MacDonalds e de muitas outras formas. Não nos iludamos. Andamos a pagar os conteúdos que descarregamos ilegalmente da Internet. Paga-mo-los no centro comercial quando compramos os produtos que eles promoveram.

domingo, outubro 22, 2006

Voto Sim mas...

Que não haja dúvida em relação à minha posição no que concerne ao referendo da IVG. Vou votar sim à despenalização e vou fazer campanha activa.

No entanto o PCP tem razão. Há questões que não se referendam. E o direito das mulheres a interromperem, numa fase precoce, uma gravidez indesejada não deve ser referendável. Não é aceitável o referendo quer se concorde, tratando-se de uma questão de direitos fundamentais das mulheres, quer se discorde, tratando-se de uma questão do direito à vida.
Não se referenda a Pena de Morte, não se referenda a Democracia, não se devia referendar a IVG.

O grande problema foi o primeiro referendo. Realizado o primeiro referendo o segundo é inevitável. A conjugação da vontade do aprendiz de Maquiavel Rebelo de Sousa de ter uma vitória política, aliada à vontade do Beato Guterres de dar mais uma oportunidade ao não, indo de encontro à sua convicção sobre o assunto, acabou por levar a esta situação em que teremos de referendar esta questão sempre que queiramos alterar a legislação.

Esperemos que não estejamos a criar um precedente que abra uma caixa de Pandora.

O Estado da Educação em Portugal

A ler com atenção n'o canhoto.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Chamem-me Reaccionário...

...mas a expulsão dos ocupantes do Rivoli só pecou por tardia. E eu não sou nem suspeito de ser fã do Rui Rio.

Concordo com intervenção e protestos, não com ocupação. Concordo com a necessidade do serviço público, não com a necessidade de gestão pública. Não sei o serviço público está garantido neste caso - se não estiver concordo com a essência do protesto mas não com o método.

sábado, outubro 14, 2006

O Alçapão

Vi, por fim, o filme "Uma porta no chão" . Há muito que estava na minha lista mas apanhei-o por acaso na televisão.
O filme é baseado num romance de John Irving (autor do fabuloso "The World According to Garp" ou do "The Cider House Rules") e conta com dois grandes papeis de Jeff Bridges (não sabe representar mal) e Kim Basinger. Conta ainda, a título de curiosidade, com Elle Fanning, irmã mais nova da excelente Dakota Fanning (a representação corre-lhes nas veias).

Trata-se da estória de um casal, Ted e Marion Cole, que perdeu os dois filhos num acidente. Ted é um escritor de sucesso de estórias para crianças. O filme desenrola-se passados já uns anos sobre a tragédia, já o casal "refez" a vida, teve uma nova filha e transformou a casa num mausoleu fotográfico. O casal enfiou, como pode, o trauma vivido num alçapão - a "porta no chão" da estória de Ted, uma espécie de caixa de Pandora de medos ancestrais.
A porta é aberta, e o torpor da luta diária contra a memória dissipado, com a chegada de Eddie, um estudante que vem ajudar Ted na tarefa de revisão. Ted escolheu Eddie pela semelhança física com um dos filhos perdidos e atribui-lhe tarefas que lhe deixam muito tempo livre, para conviver com Marion.
Ora, o que acontece quando se deixa um adolescente junto a uma Kim Basinger intocada pela idade? Ele apaixona-se gerando um gatilho "edipiano" que precipita a situação.

Dito assim parece um argumento da Floribela, mas, acreditem, é falta de habilidade do escriba. O resultado final merece ser visto.

Por considerar os comentários que silvano_ricci aqui colocou demasiados interessantes para que pasem despercebidos, passo a transcrever parte do "diálogo" que se gerou nos comentários:

silvano_ricci said...
Também gostei muito, e também apreciei a coragem de vários aspecto abordados, como o "gatilho edipiano". Mas confesso que, logo após o final, senti dificuldade em levantar-me do sofá. Foi um rude golpe, um soco bem na cana do nariz, nenhum dos personagens ter sido salvo com uma qualquer mudança de rumo que atenuasse um pouco aquele drama insanável e tão difícil de digerir. É um alçapão de emoções. Um filme denso, inteligente e cruel. Denso pela enorme interioridade de cada personagem, inteligente porque muito do que nos é dito não passa pelos diálogos, cruel porque não há um desfecho com alguma esperança no fim (todos pensamos na pequena Fanning...). Estava à espera de um climax que reaproximasse Eddie e Ted. Pensei que o rapaz, elo de ligação entre todas as personagens, interviesse no sentido de proporcionar a Ted a catarse que ele tanto precisava, e que daí renascesse uma espécie de amizade que pudesse de alguma forma colmatar o desaparecimento de Marion.
Mas não me foi dado o doce.
Eddie teve a sua experiência sexual e a sua estória para crescer como escritor. Não percebemos muito bem o que aprendeu ou o que se transformou dentro da sua personalidade ainda em formação com toda esta vivência. Sabemos sim, que desenvolveu rapidamente um certo cinismo, que contrastou com a sua insegurança inicial.
Marion, como se esperava, não se transfigura, é quase uma entidade etéra no filme, pois já nada na vida a pode atingir nem surpreeender, nem dar prazer de viver. A sua alma em cacos fez-me lembrar a Kidman em "Birth" mas aqui o caso é ainda mais sério.
E Ted, entregue a si próprio, acabou naquela cena final em que entrou no alçapão. Sendo esteticamente bela, não percebi completamente o significado simbólico da cena: Que medos quis Ted enfrentar dentro de si mesmo? Que decisão tomou?

12:21 AM

João Carlos Silva said...
Uma das vertentes mais interessantes do filme é o facto de ter um final aberto.
Marion, qual criança da estória, deixa-se levar para o submundo, o alçapão para o mundo dos mortos. Leva com ela o legado, como se, ao levar com ela o que se passou, expiando a culpa (sentida), ela pudesse libertar a filha. Ted vive uma vida dupla. Um Jeckel&Hide que atravessa o alçapão entre os dois mundos: o do pai responsável da filha viva e o do pai dilacerado dos filhos mortos, sem esperança e entregue aos prazeres sedativos. Com a saída de cena de Marion e o fim do mausoleu, acabam-se os pontos de ligação entre os dois mundos. Com o tempo a filha acabará por esquecer as estórias e fotografias e será, por fim, possível colocar as duas facetas em compartimentos estanques, transformando o alçapão em câmara de descompressão de sentimentos e fantasmas.

8:36 PM

silvano_ricci said...
Não querendo revelar mais sobre o filme, sim, de facto os finais em aberto dão mais espaço para a discussão. Na minha opinião a personagem de Ted, por viver entre esses mesmos dois mundos, adquire uma grande profundidade. É ele que carrega quer o pathos quer o ethos do filme (ou seja, é portador não apenas da densidade dramática, tal como Marion, mas também da mensagem que se quer transmitir, o código ético que o realizador preconiza) sem no entanto ter a estrutura emocional e psicológica ideal. Mas é ele o rosto do esforço, por mais defeitos e deformações de carácter que tenha, é ele que no fundo lança a narrativa para frente no sentido de procurar encontrar uma solução: para o casal, para a dôr de ambos, para o futuro da filha. Liguei-me rapidamente a Ted e criei uma forte empatia. Incrivelmente uma das cenas que mais me comoveu foi quase a primeira, quando Ruth o procura à noite, assustada com o tal (genial) “som de alguém que não queria fazer som”. Ele levanta-se de sobressalto e a primeira coisa que faz, antes de apaziguar a filhota e ler-lhe uma estória, é colocar rapidamente os óculos e anotar logo a frase que ela acabara de debitar. Bastou essa cena para definir logo ali um personagem. Um grande personagem. E só por isso é que me desconsolei no fim (e desconsolar-me é bom, é sinal que vivi o filme intensamente) quando não é dado a Ted a compreensão de quem nos conta a história, parece que é um personagem abandonado pelo autor, castigado pelo autor. Isto depois daquela cena, escolhida para climácica, em que Ted conta a história que estivera fechada no alçapão o filme inteiro, à espera de (nos) ser contada (porque nós somos os olhos de Eddie, tal como ele também visitamos aquela família, olhamo-la pelos olhos de Eddie. Mas este no final diz-se moralmente superior a Ted, julga-o). E a estória que é contada até pode parecer gratuita, para quem não perceber logo a intenção com que Ted a conta. Quando este fala do pequeno pormenor, para Eddie não se esquecer do pequeno pormenor que é a diferença entre uma pequena e uma grande estória, nós percebemos melhor a função daquele climax. Dar a Eddie aquilo que ele foi lá procurar. Uma história para contar, um rumo, um fio condutor na sua vida de escritor. E Ted acaba sozinho, muito só na sua dor. Mas não é assim a vida? Cruel. Em duas palavras: grande filme. Só os grandes filmes nos motivam para escrever assim tanto sobre eles.

- "E desculpe lá, senhor Fernando Correia".
- "Não faz mal amigo, não tem que pedir desculpa. E agora liga-nos um ouvinte de Idanha-a-Nova, José António, Gerente Comercial..."

11:01 PM

quinta-feira, outubro 12, 2006

Défice Ecológico

A ONG New Economics Foundation publica um calendário em que assinala o dia do ano em que vários países entram em défice ecológico. Ou seja, o dia do ano em que já se consumiram todos os recursos que esse país será capaz de regenerar nesse ano.
Dia 2 de Março, ainda o ano está a começar, já a Holanda esgotou os seus recursos, no dia seguinte é a vez do Japão.
Em Abril entram no vermelho a Itália (dia 13), o Reino Unido (dia 16) e já no final (dia 29) a Grécia.
Dia 1 de Maio é a vez da Espanha, dia 6 a Suíça (quem diria), dia 13 somos nós (nem a Nossa Senhora de Fátima nos acode) e a 29 é a vez da Alemanha.
Os EUA esgotam os recursos a 24 de Junho (neste capítulo Bush fica melhor do que Sócrates na fotografia - e Bush nem foi ministro do ambiente).
A República Checa e a França aparecem em Julho; a Hungria, a Polónia e a Dinamarca em Agosto; A Turquia em Setembro. Em Novembro encontramos a Eslováquia.

O Mundo como um todo esgota os recursos a 23 de Outubro!

Podemos Mandá-los para a Cama sem Sobremesa

China defende "medidas punitivas apropriadas" contra a Coreia do Norte .

As Más Notícias Vendem Mais Jornais

A ler: este post do Paulo Pedroso no Canhoto

Mais um Boa Iniciativa

Foi-me pedido que adicionasse um link para os "Italian Blogs for Darfur". Eles protestam contra a indiferença dos media Italianos em relação ao que se passa no Darfur. Embora não sendo Italiano acedi.

Esta era uma iniciativa que fazia todo o sentido em Portugal. Também em Portugal o genocídio em curso no Darfur é quase ignorado. Esperemos que também a blogosfera em Português se una para colmatar essa falta.

Jogador dos NY Yankees Pilotou Avião contra Arranha Céus em Manhattan


Lá vão ter de enviar todos os jogadores de basebol para Guantanamo.

quarta-feira, outubro 11, 2006

É Desta que Ninguém nos Apanha

in Público

O ministro das Finanças assegurou hoje que a revisão em baixa do crescimento para a Zona Euro, na segunda metade do ano, não irá impedir que o Governo português reveja em sentido contrário as suas previsões para a economia portuguesa.

Fernando Teixeira dos Santos disse hoje no Parlamento que os dados divulgados pelo Eurostat não foram novidade para ele[...].

"A revisão em alta do crescimento económico [anunciada em Setembro] não é afectada por estas revisões", garantiu o ministro, pois nessa altura o Governo já tinha em conta esta evolução conjuntural.

Em Setembro e depois do Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado as contas nacionais semestrais, o ministro das Finanças disse que iria corrigir em alta o crescimento da economia portuguesa para 2006, acima dos 1,1 por cento previstos pelo Governo, na altura da entrega do orçamento de Estado para 2007.

terça-feira, outubro 10, 2006

Grandes Putos...

Virar um resultado de 4-1 é espantoso. É uma demonstração de confiança em que eu não acreditava. O futuro do futebol Português está bem entregue.

Coreia do Norte Já Domina Tecnologia Nuclear

Felizmente que com o Sadham preso e o Iraque democratizado a Coreia do Norte não pode vender armas a esse facínora. Isso sim, seria perigoso.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Continua a Tragédia no Darfur

A Unicef estima que morram diariamente no Darfur cerca de 80 crianças com menos de cinco anos.
A ONU diz que a guerra civil (desde que começou em Fevereiro de 2003) terá causado, pelo menos, 200 mil mortos, a maioria civis.

No entanto os combates continuam. Cada vez se ouvem mais apelos a uma intervenção (existe, por exemplo, um apelo on-line da Amnistia Internacional) mas não será outra Somália? Eu assinei a petição.

domingo, outubro 08, 2006

O Poder do Marketing

In Público

Terão Confundido com a Lista Telefónica?

in Público

A lista norte-americana utilizada para tentar impedir ataques terroristas inclui os nomes de 14 suicidas responsáveis pelos atentados de 11 de Setembro de 2001, segundo o programa 60 Minutes[...].

Trata-se de um role com 44 mil nomes de pessoas que não podem voar nos EUA, a chamada "no fly list", entre as quais se incluem o Presidente boliviano, Evo Morales, o presidente da Assembleia libanesa, Nabih Berri, ou o senador democrata Edward Kennedy. E também alguns nomes que são partilhados por milhares de pessoas: John Williams, Gary Smith e Robert Johnson.

Os erros da lista têm levado a que milhares de pessoas sejam erradamente dadas como alegados criminosos ao querer passar a fronteira, ao entrar em aviões, ou ao ser paradas por infracções de trânsito[...]. Já 30 mil passageiros aéreos pediram que os seus nomes fossem retirados da lista. [...] Quando se começou a levantar dúvidas sobre milhares de nomes, entre Dezembro de 2003 e Janeiro de 2006, verificou-se que metade estavam errados.